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Minha experiência com rede social corporativa: parte 1

  • Maria Almeida
  • 13 de dez. de 2021
  • 3 min de leitura


Oficialmente, meu primeiro lançamento de uma rede social corporativa foi em março de 2017. O Workplace from Meta (na época Facebook) havia acabado de ser lançado no Brasil e fui uma das primeiras clientes da plataforma.


Eu ocupava a cadeira de head de comunicação corporativa de uma varejista e, antes deste lançamento oficial, havia feito algumas tentativas de implementar um canal móvel, acessível e fácil de usar.


Nesta publicação, vou contar minha experiência. E já adianto: tenha certeza de que tudo tem seu tempo. :)


Sabia que tinha que mudar radicalmente os canais oficiais. Numa pesquisa realizada um ano antes, quase tive um ataque do coração quando descobri que ninguém lia a revista impressa, que dava um trabalhão danado pra fazer; a intranet obsoleta não era acessada e, claro, somente quem estava de frente pro computador que tinha acesso; os murais de parede não eram atualizados na ponta com a agilidade necessária e a TV corporativa exigia uma produção cara e os horários do satélite limitavam que a informação, de fato, atingisse a todos. Ela chegava nas equipes das lojas e dos CDs pela liderança, de forma cascateada.


Pela mesma pesquisa, observamos que era evidente que o público interno queria uma informação rápida, nada de textos longos, tinha que ser direto ao ponto, de preferência, com vídeos curtos. Mais de 80% do público interno era frontline.


A solução seria um canal que estivesse na palma da mão das pessoas, onde elas pudessem acessar quando e onde quisessem.


Mas não havia ainda no Brasil grandes empresas que investissem nessa solução (ainda não existia o Workplace, Yammer ou Dialog). Teria que ser um aplicativo customizado e isso exigiria alto custo e tempo de desenvolvimento.


Mas tinha outro ponto importante para ser considerado. Era o momento para implantar uma rede social corporativa? Os líderes estavam preparados? A cultura da empresa estava aberta o suficiente para esta inovação? E a resposta era não. Por isso, nossa decisão foi a de começar a construir isso aos poucos.


A primeira oportunidade foi num evento específico para os líderes. Para comunicar tudo que iria acontecer neste evento, criamos na mão um grupo fechado no Facebook. Tínhamos que aprovar um por um e ter o cuidado de não dar acesso para colaboradores que não eram líderes, que já tinham saído da empresa ou até mesmo colegas e familiares de colaboradores.


Criamos o grupo com sucesso e começamos as postagens. Mas (sempre tem algum mas…), somente a equipe de Comunicação postava, os líderes curtiam e raramente comentavam. Ou seja, ainda a cultura não permitia, não havia uma alta liderança que participava ativamente e as pessoas tinham receio de se expor. Quando terminou o evento, o grupo foi fechado e o projeto colocado na lista de espera (para minha frustração).


Até que, poucos meses depois, o cenário começou a mudar. Houve uma reestruturação organizacional e o discurso de inovação e de transformação digital ganhou força. Era o gancho que precisávamos.


Meu argumento: “A inovação faz parte dos valores, está tendo um investimento pesado para transformar a empresa digitalmente e como ficam os colaboradores neste contexto? Como seremos digitais se os canais internos não chegam a todos e nossos colaboradores não são digitais?”


Pouco tempo depois, o Workplace estava sendo lançado para todos os colaboradores, num tempo recorde de implementação. Mas esta história conto em outra postagem.


A mensagem que quero deixar é: tenha a sensibilidade de aproveitar o momento certo para fazer acontecer. Se tiver chances, agarre e faça. Se ainda não for o momento, não desista do que acredita, sempre tem o tempo certo. Mais do que a tecnologia certa (e hoje o mercado tem excelentes opções), a cultura organizacional tem que permitir essa transformação, porque tenha certeza: o lançamento de uma rede social interna transforma completamente o modo como trabalhamos, nos relacionamos e nos comunicamos.


 
 
 

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