Minha experiência com rede social corporativa: parte 2
- Maria Almeida
- 4 de jan. de 2022
- 3 min de leitura
Atualizado: 14 de fev. de 2023
No artigo anterior, contei como é importante analisar o momento da empresa para o lançamento de uma rede social corporativa.
Oficialmente, meu primeiro lançamento de uma rede foi em março de 2017. O Workplace from Meta (na época Facebook) havia acabado de ser lançado no Brasil e fui uma das primeiras clientes da plataforma.
Antes, havia tentado algumas soluções, mas a cultura ainda não estava aberta. Até que com uma reestruturação organizacional, o discurso de inovação e de transformação digital ganhou força.
"A inovação faz parte dos valores, está tendo um investimento pesado para transformar a empresa digitalmente e como ficam os colaboradores neste contexto? Como seremos digitais se os canais internos não chegam a todos e nossos colaboradores não são digitais?”.
Este foi o argumento para tirarmos o projeto de uma rede social interna do papel.
Pouco tempo depois, o Workplace estava sendo lançado para todos os colaboradores, num tempo recorde de implementação. Este é o tema do meu artigo: como foi lançar uma das primeiras redes sociais corporativas.
Da decisão de fechar com o Workplace ao lançamento foram cerca de 4 dias. Isso mesmo: 4 dias! Para quem já lançou a rede em uma empresa, sabe que hoje existe uma metodologia de sucesso, mas na época não existia absolutamente nada.
Decidimos vincular o lançamento a um importante acontecimento da empresa: que era divulgar o planejamento estratégico do ano. Todos os diretores e gerentes visitaram todas as unidades e lojas da empresa, em todo o país, para apresentar as metas do ano, principais projetos e, claro, também o Workplace!
Assim, durante a apresentação, os colaboradores puderam baixar os aplicativos e postar instantaneamente o evento. Foi um sucesso absoluto.
Mas como foi o planejamento?
Em dois dias, lançamos a ferramenta para os líderes: criamos os grupos oficiais, fizemos postagens e orientamos que eles tinham uma missão especial - a de apoiar o lançamento e fazer postagens durante a visita nas lojas (inclusive, fizemos algumas ideias de postagens que eles poderiam usar).
No dia seguinte, a plataforma foi divulgada para todos os 10 mil colaboradores, de uma só vez. Ter criado um grupo em que todos poderiam postar, foi fundamental para gerar confiança e credibilidade.
Dessa forma, durante a visita da liderança, reforçamos nosso posicionamento interno e trouxemos o protagonismo das pessoas.
Nas semanas seguintes, sentimos como as pessoas se comportavam na rede, ou seja, quais eram as principais dúvidas, o que funcionava e o que não funcionava. E assim, criamos ações específicas. E foram tantas: campanha de incentivo, transmissão ao vivo (quando não era uma prática), reconhecimentos e muito mais.
Fomos aprendendo no dia a dia, monitorando as métricas, transformando a cultura (e muitas vezes, conversando pessoalmente com os líderes), pensando na automação, criando governança e planejando diariamente cada campanha e repensando canais.
Nesta minha jornada, em 3 anos, junto com meu time, ganhamos 5 premiações do Workplace Awards (que nem tinha este nome ainda), em que, com muito orgulho, eu fui reconhecida com o primeiro Chief Workplace Officer. Um reconhecimento que marcou minha história profissional.
O maior aprendizado que tive: alinhar comunicação interna com a estratégia da empresa faz toda a diferença! Uma rede social interna é de toda a companhia (todas as áreas devem ter voz), ter governança e um plano estratégico é primordial e a área de CI muda completamente seu papel, passando a ser mais consultiva e estratégica.





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